31 juillet 2007

Perdida em Paris


Foram cinco dias. Cinco dias de sonho, cansaço, encontros, lembranças.

O Acacias Saint-Germain foi o mesmo. Seu entorno, sim, estava diferente. Lojas, cartazes, sinais. Até uma Fnac. Imensa, variada, mas já em reforma. Há quanto tempo está lá, não saberia dizer. A última estada no Acacias foi em 1994. Treze anos? Acho que sim.

Mas Cecile, a Campagnarde - de quem aprendi o nome: Drajika, ou algo parecido. É um nome croata, como a Campagnarde... - estão todas lá. Os "meninos" são diferentes. Até um Honoré, negro como a noite, de cabelos black power... E Dominic - que estou certa ser um nome de guerra, posto que fala Português fluente.

Sair, pegar metrô, achar ruas, perguntar. Nunca foi tão fácil, prazeroso, "aventuresco"... Agora tenho certeza de que posso estar em casa em qualquer parte da França. No ano passado, em Bordeaux, já havia sentido isso. Agora tenho absoluta certeza.

Meu Francês é cada vez mais fluente. E mais, meu Inglês, talvez por conta dos chats e grupos de discussão, está afiado, e afiando-se cada vez mais. Conversar com Franceses, Americanos, Sul-africanos, Portugueses, Indianos, Belgas e todo o mapa-múndi nunca foi tão tranqüilo. Fiz-me entender, entendi e até ri de piadas alheias e fiz piadas das quais outros riram...

E bebi champanhe "nacional" sem sequer pestanejar no dia seguinte!! E vinho - rosé, porque o medo é sempre grande. Uma enxaqueca no meio do caminho jamais é brincadeira.

Paris no verão, nunca foi tão bom flanêr por suas ruas apinhadas de turistas. Ouvir os idiomas os mais diversos, rir de brincadeiras de estrangeiros de bem com a vida. Afinal, estávamos em Paris.


04 juin 2007

De novo, o velho

De novo, pensar o velho para criar o novo. Tempos de reflexão, de criação, de decisão.

Quero, e devo, reformar para renovar.

Fico pensando se não seria hora, mais que hora, minuto ou até segundo, de mudar. Mudar-me, me mudar interna e externamente.

Pensei em sair, mas sair não é solução. É, temporariamente, um remendo, pois aonde quer que vá, me levo junto, do jeito que sou ou do jeito que estou. (Coisa mais velha isso de sair e se levar junto...) Mas é assim que me sinto.

Inveja de quem se reinventa a cada minuto. Cansaço dos que se repetem sempre e de novo. Tenho, preciso,necessito, requeiro, exijo mudar, pra melhor ou pra pior, seria sempre uma solução para acabar de vez com o nada a que se resumiu o estar aqui comigo mesma.

Sempre e mais uma vez.